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Outro dia encontrei um rapazola com o qual trabalhei na mesma empresa, depois de alguns minutos de conversa, já estava atualizado com os detalhes do cotidiano dele. Num certo ponto da conversa, um carrão passou por nós e, eu só entendi do que se tratava porque os olhos dele chegaram a brilhar quando viu o possante. Eu já sabia que o rapazola era vidrado em carros e esperei o comentário.

-Maluco, o bagúio é muito loco! Mil grau! – vibrou o rapaz

-Hmmm – concordei

– Mano, essa bagaça arregaça!

-Hmmm – concordei

-Tá ligado qui cê podí metê u pé qui u bagúio gruda nu chão!!!

– Dá hora! – respondi numa tentativa de ser moderninho

– Mano, eu ainda vô tê um dessí, vô mi levantá e agarrá um dessí!

-Legal, sei que vai! Mas cuidado, isso deve correr muito!

– Mano, cê tá ligado qui aqui é firmeza.

-Tô sim!!

Ele se despediu com um “Força prá ti guerreiro” e foi embora. O rapazola é “firmeza” mesmo, gente boa e integra.

Mas o que me levou a escrever este texto, foi a reforma ortográfica, tanta gente preocupada com os K,W,Y’s , a morte dos pobres acentos de ditongos abertos éi e ói em paroxítonas, a guerra dos hífens, mas quantas pessoas acima de 35 anos entendem o que os adolescentes escrevem no MSN? Quantos entendem o dialeto usado pelos jovens hoje em dia?

Você entende tudo o que seu filho fala e escreve?

Só para lembrar uma das regras é, nunca trema na linguiça.

 

Abraços Genéricos!