Aproveitando o titulo do post abaixo, hoje falarei sobre sonhos.

Todos nós temos, ou já tivemos sonhos, digo sonho mesmo, daqueles que só conseguiremos alcançar em nossas imaginações. Desde a tenra idade, meninos sonhando em ser jogadores de futebol, meninas sonhando em ser artistas de novela, é claro que, na medida em que envelhecemos estes sonhos mudam e então trocamos os sonhos inatingíveis por coisas mais próximas, casamento, um (a) namorado (a) bonito (a), casa, carro, conforto, uma bela prole.

Mas e os sonhos inatingíveis, será que realmente apagamos de nossas mentes?

Será que estão guardados naquela gavetinha no nosso subconsciente?

É certo esquecer os nossos sonhos?

Será que escondemos os nossos sonhos com medo sermos repreendidos?
O grande (e bota grande nisso!) Antonio Inoki sempre diz, “yume wo motte, bakayaro ni nare!” (Torne-se um tolo, tenha um sonho!) . Pois é, quem sonha, independente do lugar que veio, é visto como tolo.

Apenas para citar, *Miyamoto Musashi (*Shinmen Takezo era o seu verdadeiro nome) que era filho de goushi (algo entre o camponês e o samurai na escala social japonesa) jamais se tornaria o maior e mais conhecido samurai de todos os tempos senão fosse um sonhador, aliás, gostaria de indicar os dois volumes do livro escrito por Eiji Yoshikawa, que foi traduzido magnanimamente por Leiko Gotoda e garanto que após a leitura vocês entenderão que Musashi foi um grande sonhador, que é claro, correu atrás dos seus objetivos.

O vídeo abaixo caiu em minhas mãos na semana passada, aproveito para desculpas a pessoa responsável pela captação da imagem, pois por não saber o nome, não posso dar o devido crédito.

Este vídeo tem imagens, músicas e um depoimento do Manu Véio, um artista de rua, residente em Nagoya. Ele canta pelas ruas e aproveita para vender um cd compilado artesanalmente por ele.

Ao assistir o vídeo na integra lembrei-me da minha adolescência e posso dizer que, sou um felizardo que paga até hoje pelas conseqüências de correr atrás dos sonhos. Não pensem que me tornei um quarentão ranzinza, não, longe disto, ainda sou um sonhador, este humilde blog (os outros também), meus vídeos e fotos, fazem parte do meu sonho de poder ser livre para compartilhar com as outras pessoas, minhas experiências, sem stress, com liberdade e responsabilidade.

Manu Véio me fez lembrar dos rounins (samurais sem clan ou senhor) citados no livro Musashi, que se fingiam loucos ou vagabundos e seguiam o seu caminho, sem incomodar ninguém.